Ronda flamenga

Poema de Charles Cros Coleção O cofrezinho de sândaloÉpoca Século XIX

A Mademoiselle Mauté de Fleurville.

Se eu fosse rei da floresta,
Usaria uma coroa
Toda de ouro; de veludo azul-centáurea
Teria um trono,

De veludo azul, guarnecido de prata
Como um livro de orações,
Teria um copo de diamante
Cheio de cerveja,

Cheio de cerveja ou de vinho branco.
Dormiria sobre rosas.
Dizer que um rei pode ter tantas
Coisas belas.

*

Dizer que um rei toma quando quer
A mais bela rapariga do mundo
Cujos olhos são do mais belo azul.
E a mais loira,

Com tranças como as que tem
Até aos joelhos, Marguerite.
Se eu fosse rei, era essa
Que eu teria depressa.

*

Iria tomá-la no seu jardim,
Sobre a água, no meu barco negro.
Mastro de nácar e vela de cetim.
Remos de marfim.

Cetim branco, nácar e cabos de ouro…
Flautas, bandolins
Para embalar a bela que dorme
Sobre arminhos!

*

Arminho, aparelho de ouro e prata.
Doce concerto, barco de ébano,
Coroa e copo de diamante…
Estou aflito com isso.

Só tenho o meu coração de rapaz.
Marguerite contenta-se
Com ser minha rainha na canção
Que eu lhe canto.

Charles Cros

Tradução gerada por Poésies 123 com o apoio do modelo de inteligência artificial deepseek-chat.

Texto publicado em Poésies 123: https://www.poesies123.com/pt/poema-ronda-flamenga-charles-cros/