Nós montamos

Poema de Alphonse Allais Época Século XIX

Nós montamos
Sobre garanhões.
E empoleiramo-nos
Sobre percherões!

Somos nós que bastonamos,
À força de bastões,
O burro dos Gotões
Que desencantamos!…
Mas achamos melhor
Vê-lo nos foiços.
Nós nos casamos
Com vós, Marions,
Ricas em presuntos.
Nós vos enjambramos
E nós vos calçamos,
Meretrizes, tais pantufos!
Oh! antes tetas
Em nós, tetas!
Rápido, polimos
Os doces polissons!
Pompons os pompons
E repomponhamo-los! (…)
Do velho Pó tiremos
Algumas abóboras!
Aos doces bezerros aparo
Os seus tenros rins,
Que então untamos
Com o sumo das cebolas! (…)
Ah! entesouremos!
Para os teus horizontes
Alasca, voemos!
Nossas tuas veias!
Para comer, visemos
Na fronte dos visons,
Para beber, lichons
A água acre dos lichons.
O que sabemos
É graças aos sabões
Que disparamos
Sobre a gordura dos porcos.
Oh! meu gato, viremos,
Pois que naufragamos!

Alphonse Allais

Tradução gerada por Poésies 123 com o apoio do modelo de inteligência artificial deepseek-chat.

Texto publicado em Poésies 123: https://www.poesies123.com/pt/poema-nos-montamos-alphonse-allais/