O quarto está aberto ao céu azul-turquesa;
Não há espaço: cofres e arcas por todo o lado!
Lá fora a parede está cheia de aristolóquias
Onde vibram as gengivas dos duendes.
Que bem são intrigas de génios
Este dispêndio e estas desordens vãs!
É a fada africana que fornece
A amora, e as redes nos cantos.
Várias entram, madrinhas descontentes,
Em panos de luz dentro dos bufetes,
Depois ficam lá! o lar ausenta-se
Pouco a sério, e nada se faz.
O noivo tem o vento que o engana
Durante a sua ausência, aqui, todo o tempo.
Mesmo espíritos das águas, maléficos
Entram a vaguear nas esferas do leito.
De noite, a amiga oh! a lua-de-mel
Colherá o seu sorriso e encherá
De mil faixas de cobre o céu.
Depois terão de lidar com o rato maligno.
– Se não chegar um fogo-fátuo lívido,
Como um tiro de espingarda, após as vésperas.
– Ó espectros santos e brancos de Belém,
Encantai antes o azul da sua janela!
Arthur Rimbaud
Tradução gerada por Poésies 123 com o apoio do modelo de inteligência artificial deepseek-chat.
Texto publicado em Poésies 123: https://www.poesies123.com/pt/poema-lar-jovem-arthur-rimbaud/
