Desculpa a Ariste

Poema de Pierre Corneille Temas DiversosÉpoca Século XVII

… Sei o que valho, e creio no que de mim se diz.
Para me fazer admirar não faço liga alguma:
Tenho poucas vozes por mim, mas tenho-as sem intriga;
E a minha ambição, para fazer mais ruído,
Não as vai mendigar de reduto em reduto;
O meu trabalho, sem apoio, sobe ao teatro;
Cada um, em liberdade, o censura ou idolatra.
Aí, sem que os meus amigos apregoem os seus sentimentos,
Arranco, por vezes, demasiados aplausos;
Aí, contente com o sucesso que o mérito dá,
Com ilustres avisos não ofusco ninguém;
Satisfaço ao mesmo tempo Povo e Cortesãos;
E os meus versos, em todos os lugares, são os meus únicos partidários;
Pela sua única beleza a minha pena é estimada;
Devo apenas a mim mesmo toda a minha fama,
E penso, todavia, não ter nenhum rival
A quem faça injustiça ao tratá-lo por igual…

Pierre Corneille

Tradução gerada por Poésies 123 com o apoio do modelo de inteligência artificial deepseek-chat.

Texto publicado em Poésies 123: https://www.poesies123.com/pt/poema-desculpa-a-ariste-pierre-corneille/