A esperança luz como uma palha no estábulo.
Que temes da vespa ébria do seu voo louco?
Vê, o sol sempre esboroa por algum buraco.
Por que não adormeceste, o cotovelo sobre a mesa?
Pobre alma pálida, ao menos essa água do poço gelado,
Bebe-a. Depois dorme. Vá, vês, eu fico,
E acalentarei os sonhos da tua sesta,
E cantarolarás como um menino embalado.
Meio-dia soa. Por graça, afastai-vos, senhora.
Ele dorme. É espantoso como os passos de mulher
Ressoam no cérebro dos pobres infelizes.
Meio-dia soa. Mandei regar no quarto.
Vai, dorme! A esperança luz como um seixo num buraco.
Ah! quando reflorirão as rosas de setembro!
Paul Verlaine
Tradução gerada por Poésies 123 com o apoio do modelo de inteligência artificial deepseek-chat.
Texto publicado em Poésies 123: https://www.poesies123.com/pt/poema-a-esperanca-luz-como-uma-palha-no-estabulo-paul-verlaine/
