Um Lobo dizia que lhe tinham furtado:
Uma Raposa, sua vizinha, de vida bastante má,
Por esse pretenso furto por ele foi chamada.
Perante o Macaco se pleiteou,
Não por Advogados, mas por cada Parte.
Témis não tinha trabalhado,
De memória de Macaco, em feito mais embrollado.
O Magistrado suava no seu leito de Justiça.
Depois de bem contestado,
Replicado, gritado, tempestadeado,
O Juiz, instruído da sua malícia,
Disse-lhes: “”Há muito vos conheço, meus amigos,
E ambos pagareis a multa;
Pois tu, Lobo, te queixas, embora nada te tenham tirado;
E tu, Raposa, tomaste o que te é pedido. “”
O juiz pretendia que a torto e a direito
Não se pode deixar de condenar um perverso.
Jean de La Fontaine
Tradução gerada por Poésies 123 com o apoio do modelo de inteligência artificial deepseek-chat.
Texto publicado em Poésies 123: https://www.poesies123.com/pt/fabula-o-lobo-queixando-se-contra-a-raposa-perante-o-macaco-jean-de-la-fontaine/
