A razão do mais forte é sempre a melhor:
Vamos mostrá-lo agora mesmo.
Um Cordeiro dessedentava-se
Na corrente de uma onda pura.
Um Lobo aparece em jejum, buscando aventura,
E que a fome àqueles lugares atraía.
Quem te torna tão audaz que me turvas a bebida?
Diz este animal cheio de raiva:
Serás castigado pela tua temeridade.
– Senhor, responde o Cordeiro, que Vossa Majestade
Não se ponha em cólera;
Mas antes considere
Que me vou dessedentando
Na corrente,
A mais de vinte passos abaixo Dela,
E que por consequência, de nenhum modo,
Não posso turvar a sua bebida.
– Tu a turvas, replicou esta besta cruel,
E sei que de mim falaste mal no ano passado.
– Como o teria feito se ainda não nasci?
Replicou o Cordeiro, ainda mamo da minha mãe.
– Se não foste tu, então foi teu irmão.
– Não tenho nenhum. – Então foi algum dos teus:
Pois vós não me poupais de modo algum,
Vós, os vossos pastores, e os vossos cães.
Disseram-me isto: é preciso que me vingue.
Depois disto, ao fundo das florestas
O Lobo o leva, e depois o come,
Sem outra forma de processo.
Jean de La Fontaine
Tradução gerada por Poésies 123 com o apoio do modelo de inteligência artificial deepseek-chat.
Texto publicado em Poésies 123: https://www.poesies123.com/pt/fabula-o-lobo-e-o-cordeiro-jean-de-la-fontaine/
