Sobre o ramo de uma árvore estava de sentinela
Um velho Galo astuto e manhoso.
“Irmão, disse uma Raposa, adoçando a voz,
Já não estamos em querela:
Paz geral desta vez.
Venho anunciar-ta; desce, que eu te abrace.
Não me atrases, por favor;
Devo fazer hoje vinte postas sem faltar.
Os teus e tu podeis cuidar
Sem nenhum receio dos vossos negócios;
Nós vos serviremos como irmãos.
Fazei as fogueiras logo esta noite.
E entretanto vem receber
O beijo de amor fraternal.
– Amigo, retorquiu o galo, eu nunca poderia
Aprender uma mais doce e melhor nova
Do que aquela
Desta paz;
E é-me uma dupla alegria
Recebê-la de ti. Vejo dois Lebréus,
Que, estou certo, são correios
Que para este assunto se enviam.
Vão depressa, e estarão num momento connosco.
Eu desço; poderemos beijar-nos todos.
-Adeus, disse a Raposa, minha jornada é longa de fazer:
Alegrar-nos-emos do sucesso do assunto
Outra vez. O velhaco logo
Tira as pernas, ganha o alto,
mal contente com o seu estratagema;
E o nosso velho Galo consigo mesmo
Pôs-se a rir do seu medo;
Pois é duplo prazer enganar o enganador.
Jean de La Fontaine
Tradução gerada por Poésies 123 com o apoio do modelo de inteligência artificial deepseek-chat.
Texto publicado em Poésies 123: https://www.poesies123.com/pt/fabula-o-galo-e-a-raposa-jean-de-la-fontaine/
