A Raposa e o Bode

Fábula de Jean De La Fontaine Coleção As FábulasTemas Alimentação, Animais, PolíticaÉpoca Século XVII

O capitão Raposo ia em companhia
Do seu amigo Bode, de cornos bem erguidos.
Este não via mais longe que o próprio nariz;
O outro era mestre consumado em enganar.
A sede obrigou-os a descer a um poço.
Ali cada um deles se dessedenta.
Depois de ambos terem bebido à farta,
Disse o Raposo ao Bode: Que faremos, compadre?
Não basta beber, é preciso sair daqui.
Levanta as patas ao alto, e as tuas hastes também:
Encosta-as contra o muro. Ao longo do teu espinhaço
Trepar primeiro;
Depois, subindo sobre as tuas hastes,
Com a ajuda desta máquina,
Deste lugar sairei,
E depois tirar-te-ei daqui.
– Pela minha barba, disse o outro, é boa ideia; e louvo
As pessoas bem sensatas como tu.
Eu nunca, quanto a mim,
Teria encontrado esse segredo, confesso-o.
O Raposo sai do poço, deixa o seu companheiro,
E faz-lhe um belo sermão
Para o exortar à paciência.
Se o céu te tivesse, diz ele, dado por excelência
Tanto juízo como barba no queixo,
Não terias, levianamente,
Descido a este poço. Ora, adeus, já dele saí.
Trata de sair, e faz todos os teus esforços:
Pois quanto a mim, tenho certo negócio
Que não me permite parar pelo caminho.
Em todas as coisas é preciso considerar o fim.

Jean de La Fontaine

Tradução gerada por Poésies 123 com o apoio do modelo de inteligência artificial deepseek-chat.

Texto publicado em Poésies 123: https://www.poesies123.com/pt/fabula-a-raposa-e-o-bode-jean-de-la-fontaine/