Ao longo de um claro riacho bebia uma Pomba,
Quando, debruçando-se sobre a água, uma Formiga nele cai.
E nesse oceano ter-se-ia visto a Formiga
Esforçar-se, mas em vão, por regressar à margem.
A Pomba logo usou de caridade:
Um fio de erva na água por ela lançado,
Foi um promontório onde a Formiga chega.
Ela salva-se; e sobre isto
Passa um certo Aldeão que caminhava descalço.
Esse Aldeão, por acaso, tinha uma besta.
Assim que vê a Ave de Vénus
Cuida tê-la no seu pote, e já lhe faz festa.
Enquanto a matá-la o meu Aldeão se apresta,
A Formiga pica-o no calcanhar.
O Vilão vira a cabeça:
A Pomba ouve-o, parte, e foge a toda a pressa.
O jantar do Aldeão com ela voa:
Nada de Pombo por uma óbula.
Jean de La Fontaine
Tradução gerada por Poésies 123 com o apoio do modelo de inteligência artificial deepseek-chat.
Texto publicado em Poésies 123: https://www.poesies123.com/pt/fabula-a-pomba-e-a-formiga-jean-de-la-fontaine/
