O machado? Não. Nunca…

Poema de Victor Hugo Coleção Os quatro ventos do espíritoTemas MorteÉpoca Século XIX

O machado? Não. Nunca. Não o quero para ninguém.
Nem mesmo para esse czar diante de quem eu estremeço,
Nem mesmo para esse monstro fatal a si próprio.
Que suprime Tyburn e abole White-Hall;
E quando a morte, abrindo o seu desastroso registo,
Me diz: – Que lanças tu neste cesto sinistro?
Ou a cabeça do povo, ou a cabeça do rei?
Eu digo: – Nem esta, nem aquela. – A minha lei,
É a vida; e a minha alegria, ó Deus, é a aurora pura.
Não sou daqueles que fazem a podridão;
Não sou daqueles que dão de comer
Ao sepulcro, onde se vê rastejar e estender-se
O horrível sárcoptes nascido do miasma deletério;
Não sou daqueles para quem os vermes da terra,
Boquiabertos, voltam a sua cabeça cega na noite. …

Victor Hugo

Tradução gerada por Poésies 123 com o apoio do modelo de inteligência artificial deepseek-chat.

Texto publicado em Poésies 123: https://www.poesies123.com/pt/poema-o-machado-nao-nunca-victor-hugo/