O Cristão moribundo

Poema de Alphonse De Lamartine Coleção Meditações PoéticasTemas Morte, ReligiãoÉpoca Século XIX

Que ouço? Em volta de mim ressoa o bronze sagrado!
Que multidão piedosa, em pranto, me rodeia?
Para quem são este canto fúnebre e este pálido facho?
Ó morte, é a tua voz que fere o meu ouvido
Pela última vez? Pois quê! Eu desperto
À beira do sepulcro!

Ó tu! De um fogo divino preciosa centelha,
Deste corpo perecível habitante imortal,
Dissipa estes terrores: a morte vem libertar-te!
Toma o teu voo, ó minha alma! E depõe as tuas cadeias.
Depor o fardo das misérias humanas,
Será isso morrer?

Sim, o tempo cessou de medir as minhas horas.
Mensageiros radiantes das celestes moradas,
Para que palácios novos me arrebatais?
Já, já nado em vagas de luz;
O espaço diante de mim alarga-se, e a terra
Sob os meus pés parece fugir!

Mas que ouço? No momento em que a minha alma desperta,
Suspiros, soluços feriram o meu ouvido?
Companheiros do exílio, pois quê! Chorais a minha morte?
Chorais? E já na taça sagrada
Bebi o esquecimento dos males, e a minha alma embriagada
Entra no porto celeste!

Alphonse de Lamartine

Tradução gerada por Poésies 123 com o apoio do modelo de inteligência artificial deepseek-chat.

Texto publicado em Poésies 123: https://www.poesies123.com/pt/poema-o-cristao-moribundo-alphonse-de-lamartine/