Longe das aves, dos rebanhos, das aldeãs,
Eu bebia, agachado em não sei que urzal
Cercado de tenros bosques de aveleiras,
Por um nevoeiro de tarde tépido e verde.
Que podia eu beber nesse jovem Oise,
Olmos sem voz, relva sem flores, céu coberto.
Que tirava eu do cantil de inhame?
Algum licor de ouro, insosso e que faz suar.
Assim, eu teria sido má tabuleta de estalagem.
Depois a tempestade mudou o céu, até à noite.
Foram países negros, lagos, perchas,
Colunatas sob a noite azul, estações.
A água dos bosques perdia-se em areias virgens,
O vento, do céu, atirava gelo às poças…
Ora! tal como um pescador de ouro ou de conchas,
Dizer que não tive cuidado de beber!
Arthur Rimbaud
Tradução gerada por Poésies 123 com o apoio do modelo de inteligência artificial deepseek-chat.
Texto publicado em Poésies 123: https://www.poesies123.com/pt/poema-lagrima-arthur-rimbaud-2/
