Ele caminha à hora vaga em que o dia cai. Ele caminha,
Levando os seus altos varapaus. E, ogiva dupla, o arco
Da ponte enquadra a água, cor de pena de galo.
Tem calor e não tem dinheiro para tomar uma cerveja.
Mas por todo o lado onde ressoam os seus passos, a luz
Brilha. É o humilde acendedor de candeeiros
Que, voltando para a sopa, sentado com a mulher,
A beija, iluminado pela vela das seis,
Sem suspeitar – nenhuma ignorância é vil –
Que diamantou, simples, a grande cidade.
Charles Cros
Tradução gerada por Poésies 123 com o apoio do modelo de inteligência artificial deepseek-chat.
Texto publicado em Poésies 123: https://www.poesies123.com/pt/poema-fiat-lux-charles-cros-2/
