Viveu ora alegre como um estorninho,
Sucessivamente amoroso, despreocupado e terno,
Ora sombrio e sonhador como um triste Clitandro.
Um dia ouviu que à sua porta tocavam.
Era a Morte! Então pediu-lhe que esperasse
Que tivesse posto o ponto final ao seu último soneto;
E depois, sem se comover, foi deitar-se
No fundo do caixão frio onde o seu corpo tremia.
Era preguiçoso, segundo diz a história,
Deixava secar demasiado a tinta no tinteiro.
Queria saber tudo mas nada conheceu.
E quando chegou o momento em que, cansado desta vida,
Numa noite de inverno, enfim lhe foi arrebatada a alma,
Foi-se embora dizendo: “” Porque vim eu? “”
Gérard de Nerval
Tradução gerada por Poésies 123 com o apoio do modelo de inteligência artificial deepseek-chat.
Texto publicado em Poésies 123: https://www.poesies123.com/pt/poema-epitafio-gerard-de-nerval-2/
