Sinto o bom odor das vacas no prado;
Gado, colheitas, realmente a riqueza cintila
Na planície sem fim, sem fim, onde com a sua asa
A pega traça negros riscos no céu dourado.
E depois, ei-la chegar, bela a meu gosto,
A rapariga que nada sabe do que dela se quer
Mas que é a mais bela na estação nova
E cujo olhar claro é o mais adorado.
Apesar de todos os trabalhos, odores vagos, servis,
Longe do mar, e longe dos campos, e longe das cidades
Quero tê-la, quero, entre os seus cabelos pesados,
Esquecer o olhar absurdo, absurdo, infame,
Enfim, enfim quero afogar-me em ti, mulher,
E morrer criminoso para sempre, para sempre!
Charles Cros
Tradução gerada por Poésies 123 com o apoio do modelo de inteligência artificial deepseek-chat.
Texto publicado em Poésies 123: https://www.poesies123.com/pt/poema-apesar-de-tudo-charles-cros/
