Idade de Ouro

Poema de Arthur Rimbaud Coleção Últimos versosTemas DiversosÉpoca Século XIX

Alguma das vozes
Sempre angélica
– Trata-se de mim, –
Abertamente se explica:

Estas mil perguntas
Que se ramificam
Não conduzem, no fundo,
Senão a embriaguez e loucura;

Reconhece esta volta
Tão alegre, tão fácil:
É apenas onda, flora,
E é a tua família!

Depois ela canta. Ó
Tão alegre, tão fácil,
E visível a olho nu…
– Eu canto com ela, –

Reconhece esta volta
Tão alegre, tão fácil,
É apenas onda, flora,
E é a tua família!… etc…

E depois uma voz
– É bem angélica! –
Trata-se de mim,
Abertamente se explica;

E canta neste instante
Em irmã dos alentos:
Num tom Alemão,
Mas ardente e plena:

O mundo é vicioso;
Se isso te espanta!
Vive e deixa ao fogo
A obscura infortúnio.

Ó! belo castelo!
Como é clara a tua vida!
De que Idade és tu,
Natureza principesca
Do nosso grande irmão! etc…

Eu também canto, eu:
Múltiplas irmãs! vozes
Nada públicas!
Rodeiem-me
De glória pudica… etc…

Arthur Rimbaud

Tradução gerada por Poésies 123 com o apoio do modelo de inteligência artificial deepseek-chat.

Texto publicado em Poésies 123: https://www.poesies123.com/pt/poema-idade-de-ouro-arthur-rimbaud/