Da amendoeira haste florida,
Símbolo, ai!, da beleza,
Como tu, a flor da vida
Floresce e cai antes do verão.
Que a desprezem ou a colham,
Das nossas frontes, das mãos do Amor,
Ela escapa-se folha a folha,
Como os nossos prazeres dia a dia!
Saboreemos estas breves delícias;
Disputemo-las até ao zéfiro,
Esgotemos os risonhos cálices
Destes perfumes que vão morrer.
Muitas vezes a beleza fugitiva
Assemelha-se à flor da manhã,
Que, da fronte gelada do conviva,
Cai antes da hora do festim.
Um dia cai, outro se levanta;
A primavera vai esvair-se;
Cada flor que o vento arranca
Diz-nos: Apressai-vos a gozar.
E, pois que têm de perecer,
Que pereçam sem retorno!
Que estas rosas não se mirrem
Senão sob os lábios do amor!
Alphonse de Lamartine
Tradução gerada por Poésies 123 com o apoio do modelo de inteligência artificial deepseek-chat.
Texto publicado em Poésies 123: https://www.poesies123.com/pt/poema-o-ramo-de-amendoeira-alphonse-de-lamartine/
