Enquanto a vossa mão douta…

Poema de Rémy Belleau Época Século XVI

Enquanto a vossa mão douta, gentil e bela
Vai escolhendo destramente as odorantes flores
Por esses prados esmaltados de cem e cem cores,
Pelo sagrado labor da tropa imortal:

Guardai que o Amor escondido sob o novo vestido
De alguma bela flor não sopre os seus ardores,
E que, em vez de pensar amortecer as vossas dores,
Com um pequeno dardo de fogo não vo-las renove.

Ao colher flores, a filha de Agenor
Foi surpreendida pelo Amor, e Prosérpina ainda
Uma filha de rei, a outra toda deusa.

Basta apenas soprar um bem pouco
O carvão aquecido, para acender um fogo,
Do qual não poderíeis enfim ser senhora.

Rémy Belleau

Tradução gerada por Poésies 123 com o apoio do modelo de inteligência artificial deepseek-chat.

Texto publicado em Poésies 123: https://www.poesies123.com/pt/poema-enquanto-a-vossa-mao-douta-remy-belleau/