A Velha e as duas Criadas

Fábula de Jean De La Fontaine Coleção As FábulasTemas Sátira, TrabalhoÉpoca Século XVII

Havia uma velha que tinha duas criadas.
Fiavam tão bem que as irmãs fiandeiras
Só faziam confusão em comparação com elas.
A Velha não tinha cuidado mais premente
Que distribuir às Criadas a sua tarefa.
Logo que Tétis expulsava Febo de crinas douradas,
Os sarilhos entravam em jogo, os fusos eram tirados;
Daqui, dali, vós tereis;
Sem cessar, sem descanso.
Logo que a Aurora, digo, no seu carro subia,
Um miserável Galo a horas certas cantava.
Imediatamente a nossa Velha, ainda mais miserável,
Envergava uma saia suja e detestável,
Acendia uma lâmpada, e corria direita à cama
Onde com todo o seu poder, com todo o seu apetite,
Dormiam as duas pobres Criadas.
Uma entreabria um olho, a outra estendia um braço;
E ambas, muito descontentes,
Diziam entre dentes: Galo maldito, morrerás.
Como elas o tinham dito, a besta foi apanhada.
O despertador teve a garganta cortada.
Este assassínio não melhorou nada o seu negócio.
O nosso par, pelo contrário, mal se tinha deitado
Que a Velha, receando deixar passar a hora,
Corria como um Duende por toda a sua morada.
Assim é que o mais frequentemente,
Quando se pensa sair de um mau negócio,
Ainda mais nos afundamos:
Testemunha este Par e o seu salário.
A Velha, em vez do Galo, fê-los cair por ali
De Cila em Caríbdis.

Jean de La Fontaine

Tradução gerada por Poésies 123 com o apoio do modelo de inteligência artificial deepseek-chat.

Texto publicado em Poésies 123: https://www.poesies123.com/pt/fabula-a-velha-e-as-duas-criadas-jean-de-la-fontaine/