A Criança e o Mestre-escola

Fábula de Jean De La Fontaine Coleção As FábulasTemas EscolaÉpoca Século XVII

Neste relato pretendo fazer ver
De certo tolo a repreensão vã.
Um menino deixou-se cair na água,
Brincando nas margens do Sena.
O Céu permitiu que um salgueiro se encontrasse,
Cuja ramagem, depois de Deus, o salvou.
Tendo-se agarrado, digo, aos ramos desse salgueiro,
Por ali passa um Mestre-escola.
A Criança grita-lhe: « Socorro! Eu morro. »
O Magister, voltando-se aos seus gritos,
Com tom muito grave, fora de tempo, lembra-se
De repreendê-lo: « Ah! O pequeno babuíno!
Vede, diz ele, onde o pôs a sua tolice!
E depois, tomai cuidado de tais velhacos.
Que infelizes são os pais que têm
Sempre de vigiar semelhante canalha!
Quantos males! E como lamento a sua sorte! »
Tendo dito tudo, pôs a criança a bordo.
Aqui censuro mais gente do que se pensa.
Todo tagarela, todo censor, todo pedante,
Pode reconhecer-se no discurso que apresento:
Cada um dos três faz um povo bem grande;
O Criador abençoou a sua linhagem.
Em qualquer assunto, só pensam
Nos meios de exercer a língua.
Ah! Meu amigo, tira-me do perigo:
Farás depois o teu discurso.

Jean de La Fontaine

Tradução gerada por Poésies 123 com o apoio do modelo de inteligência artificial deepseek-chat.

Texto publicado em Poésies 123: https://www.poesies123.com/pt/fabula-a-crianca-e-o-mestre-escola-jean-de-la-fontaine/