alcançada aos gritos de Viva o Imperador!
No meio, o Imperador, numa apoteose
Azul e amarela, avança, hirto, no seu corcel
Flamejante; muito feliz, – pois vê tudo cor-de-rosa,
Feroz como Zeus e meigo como um papá;
Em baixo, os bons Pioupious que faziam a sesta
Junto dos tambores dourados e dos canhões vermelhos,
Levantam-se gentilmente. Piton veste de novo o casaco,
E, voltado para o Chefe, atordoa-se com grandes nomes!
À direita, Dumanet, apoiado na coronha
Do seu chassepot, sente fremir a nuca em escova,
E: «Viva o Imperador!!!» – O vizinho fica calado…
Um schako surge, como um sol negro… – Ao centro,
Boquillon vermelho e azul, muito ingénuo, sobre a barriga
Ergue-se, e, – apresentando o traseiro –: «De quê?…»
Arthur Rimbaud
Tradução gerada por Poésies 123 com o apoio do modelo de inteligência artificial deepseek-chat.
Texto publicado em Poésies 123: https://www.poesies123.com/pt/poema-a-esplendida-vitoria-de-sarrebruck-arthur-rimbaud/
