Havia oito dias que rasgara as minhas botas
Nas pedras dos caminhos. Entrava em Charleroi.
– Na Tasca Verde: pedi fatias de pão
Com manteiga e presunto que estivesse meio frio.
Feliz, estiquei as pernas debaixo da mesa
Verde: contemplei os motivos bem ingénuos
Da tapeçaria. – E foi adorável,
Quando a rapariga de peitos enormes, de olhos vivos,
– Essa, não é um beijo que a assusta! –
Risonha, me trouxe fatias de pão com manteiga,
Presunto tépedo, num prato colorido,
Presunto cor-de-rosa e branco perfumado com um dente
De alho, – e encheu-me o caneco imenso, com a sua espuma
Que dourava um raio de sol atrasado.
Arthur Rimbaud
Tradução gerada por Poésies 123 com o apoio do modelo de inteligência artificial deepseek-chat.
Texto publicado em Poésies 123: https://www.poesies123.com/pt/poema-na-tasca-verde-arthur-rimbaud/
