O projeto é digno de outro;
Mas eu sigo a minha vocação:
Gosto dos seres de razão;
Vou, Conde, cantar a vossa.
Mas, ora! Ela está já bem longe.
É o cão de João de Nivelle;
Ela foge quando a chamamos:
Mais de cem vezes, disso fui testemunha.
Como correr então atrás dela?
Tentemos: quero apanhá-la,
Sermoneá-la à minha maneira,
E mantê-la na trela,
Com medo que ouse escapar.
Vã esperança! O meu herói dorme,
Delira, ou então dorme,
E a sua razão gritará bem alto,
Se for a minha que o acordar.
Aproveitemos a ocasião,
Para louvar, em surdina, a sua coragem;
Pois tem dela, como um Leão.
Na guerra, é um Dragão:
Em Paris, já não é mais que um Pajem,
Um Pajem, pelo menos, pela razão.
Belo dorminhoco, belo Endimião,
Senti o valor desta homenagem.
Um louco encantador é mais que um sábio,
Fosse Pitágoras ou Platão.
Faz conquista sobre conquista,
Agrada sempre, nunca tem mau humor:
Passa-se muito bem sem cabeça,
Quando se é dotado de um bom coração.
O vosso é nobre e cheio de zelo;
Sois amigo generoso,
Sobretudo, dos maridos o modelo.
Enganastes mais de uma bela;
Fostes amante perigoso.
Hoje, amais os vossos laços.
Esposo de um anjo, é-se fiel….
Ele acorda; mudemos de tom:
Mas a empresa é demasiado penosa.
Não creio que seja possível
Dizer uma palavra à sua razão.
fanny-de-beauharnais
Tradução gerada por Poésies 123 com o apoio do modelo de inteligência artificial deepseek-chat.
Texto publicado em Poésies 123: https://www.poesies123.com/pt/poema-a-razao-dum-homem-que-nao-tem-nenhuma-fanny-de-beauharnais/
