Sim, desde o instante em que vos vi
Beleza feroz, vós me agradastes
Do amor que em vossos olhos tomei
De imediato vos apercebestes
Mas com que ar frio recebestes
Todos os cuidados que por vós tomei!
Quantos suspiros eu soltei!
De que crueldade fostes!
E que profundo desdém tivestes
Pelos votos que vos ofereci!
Em vão, eu rezei, eu gemi,
Na vossa dureza soubestes
Desprezar tudo o que eu fiz;
Mesmo um dia eu vos escrevi
Um bilhete terno que lestes
E não sei como pudestes,
De sangue-frio ver o que eu meti.
Ah! Era preciso que eu vos visse
Era preciso que vós me agradásseis
Que ingenuamente vo-lo dissesse
Que com orgulho vos calásseis
Era preciso que eu vos amasse
Que me desesperásseis
E que enfim eu me obstinasse
E que eu vos idolatrasse
Para que me assassinásseis
Alphonse Allais
Tradução gerada por Poésies 123 com o apoio do modelo de inteligência artificial deepseek-chat.
Texto publicado em Poésies 123: https://www.poesies123.com/pt/poema-complainte-amoureuse-alphonse-allais-2/
