Depois de ter esvaziado todos os copos, todos!
É preciso enfim voltar; pois as minhas fibras dissolvidas,
Nos cafés estridentes, assombrados pelas meretrizes,
Têm frio na noite pesada e nas manhãs duvidosas.
Caminhemos. Eis que já fervilha a gente dos mercados.
Envergonho-me, hortelãos, ao ver os vossos blusões sujos,
Que refresca o odor distante das lavras.
Trabalhadores, ignorantes dos amores insalubres,
Vós empilhais couves no passeio, sem mesmo
Suspeitar do horror que segue o transeunte lívido
Charles Cros
Tradução gerada por Poésies 123 com o apoio do modelo de inteligência artificial deepseek-chat.
Texto publicado em Poésies 123: https://www.poesies123.com/pt/poema-boa-vida-charles-cros/
