A Alameda

Poema de Paul Verlaine Coleção Fêtes galantesTemas SátiraÉpoca Século XIX

Pintada e fardada como nos tempos das pastorelas,
Frágil entre os enormes laços de fitas,
Ela passa sob as ramagens assombreadas,
Na alameda onde verdeja o musgo dos velhos bancos,
Com mil maneirismos e mil afetações
Que se guardam de ordinário às periquitas queridas.
O seu longo vestido de cauda é azul, e o leque
Que ela amarrota nos dedos esguios de largos anéis
Alegra-se com um dos temas eróticos, tão vagos
Que ela sorri, sonhando, a mais de um pormenor.
— Loura, no fim de contas. O narizinho com a boca
Encarnada, grossa, e divina de orgulho
Inconsciente. — Aliás mais fina que a mosca
Que reaviva o brilho um pouco néscio do olho.

Paul Verlaine

Tradução gerada por Poésies 123 com o apoio do modelo de inteligência artificial deepseek-chat.

Texto publicado em Poésies 123: https://www.poesies123.com/pt/poema-a-alameda-paul-verlaine/