Vínhamos de ver o touro

Poema de Alfred De Musset Coleção As Poesias póstumasÉpoca Século XIX

Canção.

Vínhamos de ver o touro,
Três rapazes, três meninas.
No relvado, estava bom tempo,
E dançávamos um bolero
Ao som das castanholas:
«Diga-me, vizinho,
Se tenho boa aparência,
E se a minha basquina
Me fica bem esta manhã.
Acha-me a cintura fina?…
Ah! ah!
As raparigas de Cádis gostam bastante disso.»

E dançávamos um bolero,
Uma noite, era domingo.
Veio ter connosco um fidalgo
Coberto de ouro, a pluma no chapéu,
E o punho na anca:
«Se me quiseres,
Morena de doce sorriso,
Basta que o digas,
Este ouro é teu.
— Siga o seu caminho, belo senhor…
Ah! ah!
As raparigas de Cádis não ouvem isso.»

E dançávamos um bolero,
Ao pé da colina.
Pelo caminho passou Diego,
Que por todo o bem só tem um manto
E apenas uma bandolina:
«Bela de olhos doces,
Queres que à igreja
Amanhã te conduza
Um amante ciumento?
— Ciumento! ciumento! que tolice!
Ah! ah!
As raparigas de Cádis receiam esse defeito.»

Alfred De Musset

Tradução gerada por Poésies 123 com o apoio do modelo de inteligência artificial deepseek-chat.

Texto publicado em Poésies 123: https://www.poesies123.com/pt/poema-vinhamos-de-ver-o-touro-alfred-de-musset/