Eu ia, os punhos nos bolsos rotos;
O meu paletó tornava-se também ideal;
Ia sob o céu, Musa! e era teu fiel;
Oh! lá! lá! que amores esplêndidos sonhei!
As minhas únicas calças tinham um grande buraco.
– Pequeno-Polegar sonhador, eu debulhava na minha corrida
Rimas. A minha estalagem era na Ursa Maior.
– As minhas estrelas no céu tinham um doce frufru
E eu escutava-as, sentado à beira das estradas,
Essas boas noites de Setembro em que eu sentia gotas
De orvalho na minha fronte, como um vinho de vigor;
Onde, rimando no meio das sombras fantásticas,
Como liras, eu puxava os elásticos
Dos meus sapatos feridos, um pé junto ao meu coração!
Arthur Rimbaud
Tradução gerada por Poésies 123 com o apoio do modelo de inteligência artificial deepseek-chat.
Texto publicado em Poésies 123: https://www.poesies123.com/pt/poema-a-minha-boemia-arthur-rimbaud/
