Belas mulheres

Poema de Victor Hugo Coleção Os quatro ventos do espíritoTemas PolíticaÉpoca Século XIX

Fazem-se-lhes sonetos, por vezes aceitáveis;
Beija-se essa mão que elas dignam estender-nos;
Segue-se-lhes à igreja, admira-se-lhes no bosque;
Torna-se a ser Damis, torna-se a ser Clitandre;

O baile é o seu triunfo, e ambiciona-se a sua escolha;
Dança-se, ri-se, conversa-se, e podeis ouvir,
Enquanto valsais, entre alaúdes e oboés,
Estas beldades chilrear com a sua voz mais terna:

– A força é tudo; a guerra é santa; o cadafalso
É bom; não é precisa demasiada luz; é preciso
Construir mais prisões e construir menos escolas;

Se Paris se mexe, são precisos canhões a encher os fortes. –
E estas pombas dizem-vos palavras
Que fariam mover de horror os ossos dos mortos.

(Julho de 1870)

Victor Hugo

Tradução gerada por Poésies 123 com o apoio do modelo de inteligência artificial deepseek-chat.

Texto publicado em Poésies 123: https://www.poesies123.com/pt/poema-belas-mulheres-victor-hugo/