RECITATIVO
Procuro em vão o repouso que me foge.
Meu coração está cheio das dores da França.
Até estes lugares desertos, na sombra e no silêncio,
Da pátria de luto a desgraça me persegue.
CANTO
Sombria floresta, retiro solitário,
Mudos testemunhos dos meus secretos pesares,
Aos meus olhos, do meu pobre país
Escondei ao menos a vergonha e a miséria.
Tristes ramos, se formos vencidos,
Escondei o teto do meu velho pai;
Talvez, ai de mim! eu não o veja mais!
RECITATIVO
Tudo repousa no vale.
O rouxinol canta sob a folhagem
A melancolia e o amor.
Já a aurora desperta a natureza;
Já brilha sob a verdura
A doce claridade de um belo dia.
Que é este ruído no campo?
A trombeta soa ao pé das nossas muralhas!
Do estrangeiro vejo os estandartes
Flutuar ao longe na montanha.
CANTO
Abandonastes-nos,
Anjos guardiões da pátria?
Compadecei-vos de nós se Deus nos esquece;
Se Ele se lembra de nós, vinde!
Julguei sentir tremer a terra.
Julguei que o céu respondia,
E num raio de luz,
Do fundo dos bosques uma voz me chamava.
Não é uma voz humana:
Pareceu-me que vinha dos céus.
Mãe do Cristo, é a tua?
Tens piedade das lágrimas que correm dos meus olhos?
Sim, o Espírito Santo me ilumina!
Sinto de um Deus vingador
A força e a cólera
Descer no meu coração.
– Em guerra!
Alfred De Musset
Tradução gerada por Poésies 123 com o apoio do modelo de inteligência artificial deepseek-chat.
Texto publicado em Poésies 123: https://www.poesies123.com/pt/poema-joana-darc-alfred-de-musset/
