Devastação

Poema de Charles Cros Coleção O cofrezinho de sândaloÉpoca Século XIX

Como um apartamento vazio de tetos sujos,
De paredes nuas, esfoladas pelos pregos das pinturas,
De onde foram retirados os móveis, as cortinas,
Onde o chão está coberto de palha e de trapos,

Assim, devastado pelos destinos, negros bufões,
O meu espírito encheu-se de ecos, de claridades duras.
Os quadros, sonhos azuis e doces aventuras,
Só deixaram o seu vestígio escrito em buracos profundos.

Que a chuva e o vento pela janela aberta
Cubram de mofo acre e de musgo verde
Todos esses destroços, horror das recordações amadas!

Que neste abandono, uma nova hóspede
Nunca mais volte a arrastar com preguiça,
Sobre novas carpetes, os seus roupões perfumados!

Charles Cros

Tradução gerada por Poésies 123 com o apoio do modelo de inteligência artificial deepseek-chat.

Texto publicado em Poésies 123: https://www.poesies123.com/pt/poema-devastacao-charles-cros/