Bom cavaleiro mascarado que cavalga em silêncio,
A Desgraça traspassou meu velho coração com sua lança.
O sangue do meu velho coração apenas jorrou vermelho,
Depois evaporou-se sobre as flores, ao sol.
A sombra apagou meus olhos, um grito veio à minha boca
E meu velho coração morreu num frêmito selvagem.
Então o cavaleiro Desgraça aproximou-se,
Pôs pé em terra e sua mão tocou-me.
Seu dedo enluvado de ferro entrou na minha ferida
Enquanto atestava sua lei com uma voz dura.
E eis que ao contacto gelado do dedo de ferro
Um coração renascia em mim, todo um coração puro e altivo
E eis que, fervoroso de uma candura divina,
Todo um coração jovem e bom bateu no meu peito!
Ora eu permanecia trémulo, ébrio, incrédulo um pouco,
Como um homem que vê visões de Deus.
Mas o bom cavaleiro, de volta à sua montada,
Ao afastar-se, fez-me um sinal com a cabeça
E gritou-me (ainda ouço essa voz):
“” Ao menos, prudência! Pois isso é bom por uma vez. “”
Paul Verlaine
Tradução gerada por Poésies 123 com o apoio do modelo de inteligência artificial deepseek-chat.
Texto publicado em Poésies 123: https://www.poesies123.com/pt/poema-bom-cavaleiro-mascarado-que-cavalga-em-silencio-paul-verlaine/
