Ah! Vocês querem a lua? Onde? No fundo do poço?
Não; no céu. Ora bem, tentemos. Não consigo.
E é sempre assim. Queridos pequenos, passa-vos
Pela mente o desejo de querer a lua, e no espaço
Estendo as mãos, tentando apanhar Febe em pleno voo.
O adorável acaso de ser avô caiu
Sobre a minha cabeça, e fez-me uma doce fenda.
Ao ver-vos sinto que o destino pôde excluir-me
Da felicidade, sem me ter de todo abatido.
Mas conversemos. Vejam, vê, Georges, vês,
Jeanne? Deus conhece-nos, e sabe o que ousa fazer
Um avô, pois ele próprio é um pouco avô;
O bom Deus, que sempre se defende de nós,
Teme isto: o velho que quer agradar à criança;
Sabe que é a minha lei que sai da vossa boca,
E que eu obedeceria; não quer que se toque
Nas estrelas, e é para disso estar bem seguro
Que as pendura nos pregos mais altos do azul.
Victor Hugo
Tradução gerada por Poésies 123 com o apoio do modelo de inteligência artificial deepseek-chat.
Texto publicado em Poésies 123: https://www.poesies123.com/pt/poema-ah-voce-quer-a-lua-victor-hugo/
