Toma cuidado com Marchangy. A prosa poética
É um sulco onde se queixa o velho Pégaso étnico.
Tanto quanto o verso, certamente, a prosa tem direito
À justa cadência, ao ritmo divino; seja;
Desde que, sem imitar o metro, a cadência
Aí se esconda e que o ritmo austero aí se condense.
A prosa em vão ensaia um voo estafante.
O verso voa ao céu muito naturalmente;
Ele sobe; ele é o verso; não sei que coisa frágil
E eterna, que canta e plana e bate as asas;
Ele mistura-se, feroz e o relâmpago nos olhos,
A todos esses lampejos do céu misterioso
Que a aurora estremecente leva nos seus véus.
Mesmo que a fizessem dançar até às estrelas,
A prosa é sempre o sermo pedestris.
Tu julgas ser Ariel e não passas de Vestris.
24 de julho de 1859.
Victor Hugo
Tradução gerada por Poésies 123 com o apoio do modelo de inteligência artificial deepseek-chat.
Texto publicado em Poésies 123: https://www.poesies123.com/pt/poema-a-um-escritor-victor-hugo/
