No inverno

Poema de Emile Verhaeren Época Século XIX

O solo encharcado racha-se aos primeiros frios,
A neve branca espalha ao longe os seus brancos penugens,
E põe, à beira dos telhados e dos colmos vacilantes,
Almofadinhas de lã irisadas de luzes.

Passam nos campos nus as queixas costumeiras,
Através do deserto dos silêncios dolentes,
Onde grandes corvos pesados abatem os seus voos lentos
E vêm de fome rondar junto das choupanas.

Mas desde que o céu de cinza se tinha coberto,
Na granja ria uma alegria de inverno,
Reunia-se em círculo em volta do lar vermelho,

E o amor despertava, à noite, de moços a raparigas,
Ao borbulhar gordo e sibilante, da fornada
Que fervilhava, como um ventre, no seu caldeirão de bronze.

Emile Verhaeren

Tradução gerada por Poésies 123 com o apoio do modelo de inteligência artificial deepseek-chat.

Texto publicado em Poésies 123: https://www.poesies123.com/pt/poema-no-inverno-emile-verhaeren/