XXIX
A LUÍS B.
Ó Luís! eu sonhava! — Banhado de sombra serena,
A noite caía; fogos cintilavam na planície;
As vastas ondas embalavam o ninho do alcião;
Eu escutava para o céu, onde toda a aurora começa,
Subir confusamente um louvor imenso
Das duas extremidades da criação.
O que Deus fez pequeno cantava no seu delírio
Tudo o que Deus faz grande, e eu via sorrir
O colosso ao átomo e a estrela ao facho;
A natureza parecia ter apenas uma alma amorosa.
A montanha dizia: Que encantadora é a flor!
O mosquito dizia: Que belo é o oceano!
5 de abril de 1840.
Victor Hugo
Tradução gerada por Poésies 123 com o apoio do modelo de inteligência artificial deepseek-chat.
Texto publicado em Poésies 123: https://www.poesies123.com/pt/poema-a-luis-b-victor-hugo/
